Foto: Matthew Stockman / Getty Images Roland Garros é conhecido por ser o Grand Slam "mais brasileiro" de todos. Além do tricampeonato de Gustavo Kuerten e do título de Marcelo Melo, em 2015, o torneio costuma receber muitos tenistas do Brasil por ser disputado no saibro. Porém, em 2018, apenas uma está garantida na chave principal da competição. Bia Haddad Maia, atual 63ª do ranking da WTA, entrou direto e disputará o torneio pela segunda vez na carreira. No masculino, os jogadores vão precisar passar pelo qualifying.
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| Foto:Bruno Santos / Terra |
>> O Brasil tem sua primeira campeã olímpica no judô. Neste sábado, no primeiro dia da modalidade nos Jogos de Londres, Sarah Menezes superou a romena Alina Dumitru, campeã olímpica na categoria ligeiro (até 48 kg) em Pequim, por um wazari e um yuko e garantiu seu ouro, o primeiro do País no evento britânico. Esta é a segunda medalha do judô feminino brasileiro, que havia obtido um bronze em Pequim com Ketleyn Quadros.
A atleta do Piauí ainda é a segunda mulher a conquistar um ouro individual para o Brasil - o primeiro foi obtido por Maurren Maggi no salto triplo em 2008. Sarah, 22 anos, tinha como principais conquistas os bronzes obtidos nos Mundiais de 2010 e 2011, além do bicampeonato mundial sub-20. Nas duas oportunidades havia encontrado como problema a presença de japonesas em seu caminho, o que não se repetiu em Londres.
A medalha de Sarah confirma o crescimento do judô feminino, que no último Mundial rendeu três medalhas ao Brasil (uma prata e dois bronzes). Das sete judocas presentes aos Jogos de Londres, somente Mariana Silva não foi cabeça de chave na categoria peso médio.
A Seleção Brasileira ainda conta na Olimpíada de 2012 com a presença das favoritas Rafaela Silva, atual vice-campeã mundial, e Mayra Aguiar, medalha de bronze no Mundial de Paris e líder do ranking da categoria meio-pesado - pela primeira vez uma brasileira lidera a relação das principais judocas do mundo.
Embora tenha apenas 22 anos de idade e uma longa carreira pela frente, Sarah Menezes já se comporta como uma atleta experiente. Com a rápida consagração, a judoca já possui uma academia com o seu nome no Piauí. O local, inaugurado no último mês de junho, é um dos centros de referência da modalidade no Nordeste.
A representatividade de Sarah no cenário esportivo brasileiro começou em 2008. Embora tenha caído ainda no primeiro combate nos Jogos Olímpicos de Pequim, quando perdeu para a húngara Eva Csernoviczki, a judoca se tornou a primeira representante do estado em uma Olimpíada, motivo de enorme festa para a população de Teresina - a atleta é celebridade na cidade por conta da fama adquirida pelo esporte.
A decepção pela rápida passagem na China, contudo, não desanimou uma então jovem de 18 anos. Precoce na modalidade, Sarah Menezes conquistou o bicampeonato mundial júnior em 2009 e alcançou um patamar que ninguém imaginaria, pela pouca idade. A judoca superou Poliana Okimoto e Natalia Falavigna, em votação popular, e acabou conquistando o Prêmio Brasil Olímpico de atleta do ano, mesmo não sendo tão reconhecida no País.
A vitória de Sarah Menezes, na época, gerou protestos populares e questionamentos de atletas, como Cesar Cielo. "Não quero desmerecer ninguém, principalmente a Sarah, que é uma superatleta. Mas acho que a Poliana teve resultados mais expressivos durante a temporada", disse, na época, o campeão olímpico dos 50 m em Pequim, há quatro anos.
O reconhecimento popular com o prêmio do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) embalou a carreira de Sarah Menezes. A partir do reconhecimento, a judoca cresceu e amadureceu. Aos poucos, a piauiense se sacramentou entre as principais lutadoras do mundo, chegando a Londres como uma das candidatas à medalha. Medalha, esta, dourada, diante de uma campeã olímpica.
por Terra

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