Bia Haddad única brasileira a entrar na chave principal em Roland Garros

Foto: Matthew Stockman / Getty Images Roland Garros é conhecido por ser o Grand Slam "mais brasileiro" de todos. Além do tricampeonato de Gustavo Kuerten e do título de Marcelo Melo, em 2015, o torneio costuma receber muitos tenistas do Brasil por ser disputado no saibro. Porém, em 2018, apenas uma está garantida na chave principal da competição. Bia Haddad Maia, atual 63ª do ranking da WTA, entrou direto e disputará o torneio pela segunda vez na carreira. No masculino, os jogadores vão precisar passar pelo qualifying.

Natação: Joanna mira o "impossível" em Londres

Natação: Joanna mira o "impossível" em Londres
Foto: Leo Pinheiro / Terra 
>> A nadadora Joanna Maranhão embarcou neste domingo para Londres um dia antes que o namorado, o judoca Luciano Corrêa, mas não deixou de levar um "amuleto" para lembrar do amado na Olimpíada, onde eles pouco devem sem ver, já que o judô fará a sua aclimatação em uma cidade distante 2h30 da capital inglesa. No Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), para o embarque junto com a delegação da natação, Joanna mostrou a lembrança do namorado e também deixou claro que sonha alto com o desempenho nos Jogos: "tenho que buscar o impossível".

Momentos antes de partir para a Inglaterra, a nadadora listou o que estava levando para garantir uma boa viagem e o sucesso em Londres. "Procuro levar as coisas que me deixem mais tranquila possível. Tenho o livro do Evangelho segundo Kardec, comprei um livro do Augusto Cury, e estou com essa pulseira que tem um "L" e um "J", do Lu e eu, para poder ficar o mais junto possível (dele)", contou Joanna, exibindo a pulseira com a inicial do namorado, que gostaria de ter mais por perto nos próximos dias.

Apesar de Luciano embarcar somente nesta segunda-feira, outros três judocas já partiram para a cidade londrina no domingo: Tiago Camilo e Leandro Guilheiro, por serem medalhistas, e Rafael Silva, o Baby, por competir na categoria acima de 100 quilos e poder ter mais conforto na classe executiva - não havia mais passagens do tipo para o voo de segunda. Diante da situação, Joanna brincou com o namorado. "Poxa vida, será que eu não podia perder o voo? Ou você antecipar para vir junto?", disse. "Mas acho que nossa volta pelo menos vai ser junto", completou a nadadora, aliviada.

Brincadeiras à parte, Joanna demonstrou foco na disputa olímpica até ao comentar a impossibilidade de embarcar junto com Luciano. "Na ida não é o momento para a gente estar junto como casal, é o momento para estar junto como atleta. É o que a gente está tentando ser um para o outro agora", afirmou, alimentando ainda, porém, a esperança de encontrar o namorado durante a preparação na Inglaterra. "A gente meio que combinou que se alguma folga bater, ele anda uma hora e meia, eu ando uma hora e meia, e a gente se encontra. No meio da estrada, numa estação de trem", idealizou a nadadora.

Dona do melhor desempenho de uma nadadora brasileira na história dos Jogos Olímpicos, com o quinto lugar nos 400 m medley em Atenas, em 2004, Joanna partiu confiante e ambiciosa para Londres, ciente de que a preparação foi bem feita. "Acho que estou pronta para o melhor Jogos da minha vida, é isso que estou esperando fazer, as minhas melhores marcas. Acho que eu tenho que buscar isso, tenho que buscar o impossível, porque é isso que eu quero, é para isso que eu treinei", afirmou a nadadora, relatando inclusive algumas dificuldades enfrentadas nos últimos meses.

"Acho que estou mais feliz que das outras vezes porque foi mais duro dessa vez chegar, e todo o treinamento com a Rosane (Carneiro, sua treinadora), só eu e ela. E para conseguir estrutura de treino, foi tudo muito sofrido. Então a gente valorizou muito cada momento. Diversas vezes a gente estava junto, a gente chorava, por emoção de tudo que a gente passou. Então acho que agora é a cereja do bola. É o momento de curtir cada momento, cada pessoa, cada foto, cada memória que eu vou ter. Vai ser inesquecível, com certeza", concluiu.

por Terra

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