Foto: Matthew Stockman / Getty Images Roland Garros é conhecido por ser o Grand Slam "mais brasileiro" de todos. Além do tricampeonato de Gustavo Kuerten e do título de Marcelo Melo, em 2015, o torneio costuma receber muitos tenistas do Brasil por ser disputado no saibro. Porém, em 2018, apenas uma está garantida na chave principal da competição. Bia Haddad Maia, atual 63ª do ranking da WTA, entrou direto e disputará o torneio pela segunda vez na carreira. No masculino, os jogadores vão precisar passar pelo qualifying.
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| Foto: AFP |
>> A brasileira Rafaela Silva protagonizou um momento confuso nos Jogos Olímpicos de Londres. A competidora nacional acabou eliminada da competição, válida pela categoria dos leves (até 57 kg), depois de aplicar um golpe ilegal, apontado pela arbitragem somente depois de revisão pedida pelos árbitros laterais. Depois do anúncio do juiz central, que a princípio havia marcado um wazari a favor de Rafaela, a carioca chorou copiosamente ainda no tatame e precisou ser consolada pela adversária, a húngara Hedvig Karakas.
Demonstrando a mesma postura agressiva da estreia, Rafaela Silva dominou o combate diante da adversária húngara até o momento em que aplicou o polêmico golpe. A competidora aplicou a entrada e conseguiu encaixar um wazari, anotado imediatamente pela arbitragem. Contudo, os árbitros laterais pediram revisão e flagraram o ataque da brasileira às pernas da rival, regra não permitida. Consequentemente, a competidora do Rio de Janeiro acabou eliminada.
O anúncio da arbitragem desesperou Rafaela Silva. Ainda no tatame, a brasileira se mostrou incrédula com a eliminação por conta de uma desclassificação. Deitada e chorando muito, a carioca precisou ser amparada pela própria adversária húngara, que, constrangida, comemorou discretamente a classificação às quartas de final.
Judoca criada no Instituto Reação, na Cidade de Deus, em projeto social comandado pelo medalhista olímpico Flávio Canto, Rafaela Silva, considerada uma das favoritas ao pódio (ainda mais depois da queda da portuguesa Telma Monteiro, terceira no ranking mundial - um posto acima de Rafaela), deixou o tatame abalada pela eliminação. Amparada pela técnica Rosicleia Campos, a jovem de apenas 20 anos passou sem falar com a imprensa rumo aos vestiários.
Campanha
Na primeira rodada, a competidora do Rio de Janeiro venceu a alemã Miryam Roper por dois yukos de vantagem, em duelo pela categoria dos leves (até 57 kg). O triunfo de Rafaela Silva quebrou o jejum do último domingo, quando o Brasil, com Erika Miranda e Leandro Cunha na categoria meio-leve, acabou eliminado ainda nos primeiros combates.
As duas atletas evitaram qualquer tipo de ação no primeiro minuto de luta. A falta de atitude de ambas resultou em uma punição para cada, castigo que acordou a brasileira. Dona de um retrospecto de quatro lutas e quatro vitórias contra a alemã, Rafaela Silva controlou o ritmo do combate e somou o primeiro yuko por conta da falta de combatividade da rival, que buscou evitar o confronto direto.
A vantagem soltou o jogo de Rafaela até o final do combate. Com tranquilidade, a judoca brasileira conseguiu somar outro yuko, revertendo um uchimata da adversária, e praticamente definiu o combate. Nos segundos finais, a alemã se mostrou mais agressiva na busca pela reação. Contudo, extremamente segura, Rafaela Silva trabalhou no contra-ataque e segurou o resultado positivo no duelo pela categoria dos leves.
por Allan Farina - Terra

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