Foto: Matthew Stockman / Getty Images Roland Garros é conhecido por ser o Grand Slam "mais brasileiro" de todos. Além do tricampeonato de Gustavo Kuerten e do título de Marcelo Melo, em 2015, o torneio costuma receber muitos tenistas do Brasil por ser disputado no saibro. Porém, em 2018, apenas uma está garantida na chave principal da competição. Bia Haddad Maia, atual 63ª do ranking da WTA, entrou direto e disputará o torneio pela segunda vez na carreira. No masculino, os jogadores vão precisar passar pelo qualifying.
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| foto: Rodrigo Alves / GLOBOESPORTE.COM |
>> Sydney, Atenas, Pequim. Olimpíadas estão longe de ser uma novidade para Chana. Aos 33 anos, a goleira da seleção brasileira de handebol tem experiência de sobra quando o assunto é o maior evento do esporte mundial. Mas quando pisar na quadra da Caixa de Cobre neste sábado, às 10h30m (de Brasília), para a estreia contra a Croácia, nada será como antes. O consenso entre as jogadoras e a comissão técnica é de que o Brasil abre sua jornada em Londres com uma perspectiva que jamais teve: colher uma medalha no fim do caminho.
- A experiência das outras Olimpíadas é totalmente diferente desta. A gente conta com um grupo experiente, não só pela idade, mas também por estar jogando fora, por disputar competições fortes e pelo trabalho que está sendo feito. Chegamos a Londres bem mais preparadas, e a realidade de subir ao pódio está bem próxima - avisou Chana.
O SporTV-3 transmite ao vivo a estreia brasileira. O país está no grupo A, que tem ainda Montenegro, Grã-Bretanha, Rússia e Angola. Na primeira fase, haverá sempre um dia de intervalo entre um jogo e outro, e os quatro primeiros de cada chave avançam às quartas de final.
O técnico dinamarquês Morten Soubak, que comanda a equipe verde-amarela, sabe que o trabalho feito ao longo do ciclo olímpico rendeu frutos. Ele concorda com a goleira e acredita que chegou a hora do teste mais difícil.
- Entramos nas Olimpíadas com a confiança de que temos a capacidade de brigar com os melhores. Sabemos que a classificação para as quartas de final já vai ser bem difícil, mas vai ser difícil para todo mundo. Durante 2012, estamos subindo um pouco mais a cada fase. Estou muito contente com as meninas - elogiou o técnico.
Morten, que mora em São Paulo e adotou a Bahia como segunda casa, admite que ficou um pouco mais light após tantos anos no Brasil. Mas não perde o foco da dificuldade que terá pela frente a partir de sábado. E faz uma comparação com o Mundial do ano passado, quando o país perdeu nas quartas de final e ficou com o quinto lugar.
- Se fosse cálculo matemático, eu poderia dizer que as Olimpíadas são mais fáceis que o Mundial, porque aqui são 12 times e lá, 24. Mas quem está aqui passou por um Pré-Olímpico, então são apenas os melhores do mundo. É a primeira edição do handebol feminino que tem tantas equipes com condições de subir ao pódio - prevê.
O fato de disputar o Mundial em São Paulo mostrou às meninas que o esporte se aproximou do público brasileiro. Agora, de longe, Chana espera a mesma torcida que viu na capital paulista em 2011.
- O Mundial mostrou para a gente e para o público como o handebol evoluiu. E mostrou para nós esse carinho. Com o passar dos jogos, o público foi aumentando. Pela garra e pela força que demonstramos em quadra, sem contar com a estrutura e apoio fora dela, o povo brasileiro se motivou - avaliou a goleira.
por GloboEsporte.com

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