Bia Haddad única brasileira a entrar na chave principal em Roland Garros

Foto: Matthew Stockman / Getty Images Roland Garros é conhecido por ser o Grand Slam "mais brasileiro" de todos. Além do tricampeonato de Gustavo Kuerten e do título de Marcelo Melo, em 2015, o torneio costuma receber muitos tenistas do Brasil por ser disputado no saibro. Porém, em 2018, apenas uma está garantida na chave principal da competição. Bia Haddad Maia, atual 63ª do ranking da WTA, entrou direto e disputará o torneio pela segunda vez na carreira. No masculino, os jogadores vão precisar passar pelo qualifying.

Ginástica Artística: Brasil faz 161.295 pontos por equipes

Ginástica Artística: Brasil faz 161.295 pontos
Foto: Reuters 
>> Um filme deve ter passado na cabeça de Daniele Hypolito na manhã deste domingo, quando as brasileiras disputaram a classificatória por equipes da ginástica artística nos Jogos de Londres, na Arena de North Greenwich. Logo no primeiro salto da apresentação de solo, a irmã de Diego Hypolitose desequilibrou e caiu, assim como aconteceu com o caçula no dia anterior. O erro se repetiu no último salto. Os juízes não perdoaram e deram 11.900, nota que influenciou para o somatório geral da equipe brasileira, 161.295 pontos.

Para a ginasta, a desclassificação do irmão influenciou em sua performance.
- Eu procurei me focar ao máximo, mas mexeu. Não adianta falar que não mexe porque mexe. Nós somos muito ligados então o sofrimento de um é o sofrimento do outro - disse Daniele.

As oito melhores equipes se classificam para a final. No entanto, as apresentações ainda não terminaram, não sendo possível garantir a vaga brasileira. A previsão para o fim da prova é às 17h30m (de Brasília). As ginastas também competem pelas finais por aparelhos (as oito melhores em cada um avançam) e individual geral, para a qual as 24 melhores se classificam, com a restrição de no máximo duas atletas por país.

Antes da prova, o Brasil teve de superar a perda de duas ginastas por contusão: Laís Souza, que se submeteu a uma cirurgia na mão direita, e Adrian Gomes, com uma lesão na coluna, tiveram de ser substituídas por Ethiene Franco e Harumi de Freitas. Jade Barbosa foi cortada por não ter assinado o termo em que se comprometia a usar os uniformes da seleção, com seus devidos patrocinadores.

Na primeira rotação na manhã deste domingo, o Brasil ficou com 40.765 pontos no solo. Ethienne Franco abriu a apresentação com a nota 13.166 e Bruna Leal somou 13.433. Então, chegou a vez de Daiane dos Santos. Ao som de um samba com batidas eletrônicas, a experiente ginasta de 29 anos conseguiu a melhor nota do time. Ao ver 14.166 no placar, Daiane deu uma sambadinha do lado de fora do tablado para o sorriso das companheiras.

- Houve alguns errinhos, mas acho que a gente passou bem. Foi tranquilo, mas ainda tem muita água pra rolar embaixo dessa ponte hoje - disse Daiane, com esperança de ir para as finais no solo e na competição por equipes.

A apresentação seguinte, porém, não deu motivos para a equipe sorrir. Logo no primeiro salto, Daniele Hypolito se desequilibrou para trás na aterrissagem, assim como na última pirueta, quando caiu com as mãos no chão. Ao deixar o tablado, a expressão de frustração era notória no rosto da irmã de Diego. No encontro com Daiane, chegou a dizer “Já era”. Em seguida, a nota dos juízes: 11.900. Como só as três melhores notas são contabilizadas para a equipe, a apresentação de Daniele foi desconsiderada.

O segundo aparelho foi o salto. Ethiene Franco somou 13.566 pontos, Daiane dos Santos ficou com 13.933, e Bruna Leal teve a maior nota, com 14.066. Daniele Hypolito, mais uma vez, cometeu um erro na aterrissagem, se desequilibrou, pisou fora da área demarcada, mas conseguiu 13.766. O somatório do Brasil foi 41.765 pontos.

A pior nota do Brasil veio nas barras assimétricas: 38.799. Daiane dos Santos foi a primeira a se apresentar e somou 12.966, seguida por Ethiene Franco, 12.933. Com uma queda na aterrissagem, Bruna Leal ficou com 12.466, e Daniele Hypolito terminou com 12.900.

Na trave, Ethiene Franco somou 13.000. Bruna Leal teve um momento de desequilíbrio e ficou com a nota 12.800. Daniele Hypolito fechou com 14.166, e Harumi de Freitas, em seu único aparelho, encerrou o dia com 12.033. O somatório foi 39.966.

'Daiane' dominicana faz salto mais perigoso do mundo
Primeira ginasta da República Dominicana em Olimpíadas, Yamilet Peña, de 19 anos, fez o salto que é considerado o mais perigoso do mundo. Com algumas falhas, a ginasta teve a nota 14.933. Na segunda tentativa, com nível de dificuldade menor, a jovem atleta ficou com 14.466.

Por Bianca Rothier - GLOBOESPORTE.COM

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