Bia Haddad única brasileira a entrar na chave principal em Roland Garros

Foto: Matthew Stockman / Getty Images Roland Garros é conhecido por ser o Grand Slam "mais brasileiro" de todos. Além do tricampeonato de Gustavo Kuerten e do título de Marcelo Melo, em 2015, o torneio costuma receber muitos tenistas do Brasil por ser disputado no saibro. Porém, em 2018, apenas uma está garantida na chave principal da competição. Bia Haddad Maia, atual 63ª do ranking da WTA, entrou direto e disputará o torneio pela segunda vez na carreira. No masculino, os jogadores vão precisar passar pelo qualifying.

Ginástica: Brasil conquista vaga por equipes em Londres

Ginástica: Brasil
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>> As mulheres da ginástica artística brasileira se classificaram para disputar a Olimpíada de 2012 por equipes. No Pré-Olímpico disputado nesta quarta-feira, em Londres, o conjunto nacional ficou em quarto lugar e conquistou assim a última vaga no evento. Itália (224.621), Canadá (221.913) e França (220.744) ocuparam as primeiras colocações e também conseguiram se classificar.

Após a confirmação do resultado, as atletas brasileiras choraram demais, emocionadas com a conquista. Ao todo, elas somaram 217.985 pontos, sendo que a apresentação de Daniele Hypolito na trave - quarto e último aparelho - foi decisiva para a classificação.

Explica-se: o Brasil chegou ao último aparelho sem poder errar, sob risco de perder a vaga para Bélgica ou Coreia do Sul. A Seleção estava na quinta colocação, portanto fora da Olímpiada, antes da apresentação de Daniele Hypolito. A ginasta assistiu a série de sua colega Jade Barbosa, que não foi bem na trave. Jade caiu duas vezes e encerrou a apresentação bastante abatida.

Naquele momento, a vaga olímpica dependia apenas de Daniele Hypolito. A ginasta disse que subiu na trave muito pressionada, mas que fez o possível para manter a concentração e não se abater pela responsabilidade que recaía em seus ombros.

"Eu estava olhando a Jade, e quando vi que ela caiu, eu comecei a me aquecer mais. Quando eu vi a segunda queda, eu pensei: 'calma Dani, se acalma. Usa a sua experiência e finge que você está apresentando uma série para a sua treinadora'. Não foi fácil, mas nessa hora a experiência ajuda muito", descreveu.

Já no meio de série, Daniele perdeu o equilíbrio e por pouco não caiu da trave, o que comprometeria a nota dela - e, por consequência, a classificação. A ginasta conseguiu retomar a postura e seguiu em frente. "Eu só falei: 'não, não, não, volta, volta'. Nessa hora, você só respira, se concentra e vai até o final da série", disse. "Talvez uma atleta mais jovem não teria essa frieza, de se fechar e concentrar só no que você estava fazendo."

Para a ginasta, essa foi uma das provas mais tensas de sua carreira. "Com certeza. Todas as classificações são emocionantes, mas essa foi muito especial", disse.

A ginasta Jade Barbosa, que tinha sido apontada como o fator principal para a classificação do Brasil, se disse bastante aliviada com o desempenho de Daniele. Depois dos erros em sua série, a ginasta explicou que "desci e pensei: 'será que eu acabei com o sonho olímpico?' Não. Porque a Dani foi lá e resolveu. Ela, de cima da trave, conseguiu me acalmar lá embaixo", brincou.

"Por isso que a gente é uma equipe. Por mais que uma cometa uma falha, a outra tem que ir e falar: 'agora eu posso'. A gente merecia muito essa vaga", declarou.

Nas primeiras séries, solo e salto, o Brasil foi escalado com Adrian Gomes, Daiane dos Santos, Bruna Leal, Daniele Hypolito, Ethiene Franco, Jade Barbosa e Priscila Cobello, somando 54.757 no primeiro exercício e 57.431 no segundo. Depois, fez 52.466 nas barras assimétricas.

A coordenadora da Seleção feminina, Georgette Vidor, também estava muito emocionada com a classificação. No entanto, Georgette afirmou que dificilmente o Brasil conseguirá repetir o bom desempenho da Olimpíada de Pequim, quando terminou a competição na oitava colocação.

"Diante da nossa realidade atual, acredito que podemos chegar até a uma nona colocação, no máximo. O nosso esporte está passando por uma entressafra e também precisa de muitos investimentos para crescer mais", disse.

O Brasil terminou o Pré-Olímpico na capital britânica na quarta colocação com 217.985 pontos. A Itália foi a campeã do torneio com 224.621 pontos, seguida por Canadá, 221.913, e França, 220.744. As quatro equipes estão classificadas para os Jogos de Londres e se juntam a EUA, Rússia, China, Romênia, Japão, Austrália, Alemanha e Grã-Bretanha, que garantiram vaga no Mundial de Tóquio.

Confira a classificação final:
1º. Itália (224.621)
2º. Canadá (221.913)
3º. França (220.744)
4º. Brasil (217.985)
5º. Bélgica (216.863)
6º. Coreia do Sul (214.930)
7º. Espanha (213.054)
8º. Holanda (212.061)

por Ulisses Neto - Terra

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