Bia Haddad única brasileira a entrar na chave principal em Roland Garros

Foto: Matthew Stockman / Getty Images Roland Garros é conhecido por ser o Grand Slam "mais brasileiro" de todos. Além do tricampeonato de Gustavo Kuerten e do título de Marcelo Melo, em 2015, o torneio costuma receber muitos tenistas do Brasil por ser disputado no saibro. Porém, em 2018, apenas uma está garantida na chave principal da competição. Bia Haddad Maia, atual 63ª do ranking da WTA, entrou direto e disputará o torneio pela segunda vez na carreira. No masculino, os jogadores vão precisar passar pelo qualifying.

Pentatlo Moderno: Yane Marques embolsa a prata no pentatlo e garante vaga em Londres

Pentatlo Moderno: Yane Marques
Foto: Reuters 
>> Na pressa de chegar a Londres, Yane Marques quis adiantar o tempo ainda em Guadalajara. Ainda que Marcio Wenceslau tenha garantido o pódio mais cedo, no taekwondo, a pernambucana tomou para si a honra de ser a primeira brasileira a levar no peito uma medalha nos Jogos Pan-Americanos. O ouro, por pouco, não veio. Depois de liderar boa parte da disputa, Yane perdeu o ritmo no combinado de corrida e tiro e ficou com a prata no pentatlo moderno. O principal, no entanto, está garantido: a vaga nas Olimpíadas do ano que vem, como melhor sul-americana da prova. A americana Margaux Isaksen, 18ª do ranking mundial, ficou com o ouro, e o bronze foi da mexicana Tamara Vega. A brasileira Priscila Oliveira terminou em nono lugar.

- Foi justo. Foi muito por merecimento da americana. Ela foi muito bem na esgrima, tem uma corrida melhor que a minha. Mas estou classificada para Londres. Esse era um dos objetivos. Estou satisfeita com o resultado, meu técnico (Alexandre França) ficou satisfeito. Então, estou feliz - afirmou Yane após a disputa.

Margaux Isaksen, que recebeu Yane na chegada, era só elogios para a brasileira.
- A Yane é uma grande amiga e uma ótima competidora. Hoje tive a sorte de vencê-la, mas se ela ficasse com o ouro, também seria justo – afirmou

Na esgrima, prova inicial, Yane e Priscila enfrentaram todas as rivais. A primeira disputa foi contra as americanas. A número 5 do ranking mundial começou mal, perdendo por 2 x 0 para Margaux Isaksen, que seria sua principal rival durante toda a competição. Na sequência, Priscila levou a melhor sobre Suzanne Stettinius por 1 a 0. Os juízes, no entanto, tiveram problemas com o sol, que refletia sobre o placar. Tentaram protegê-lo com um guarda-sol, mas não funcionou, e as equipes precisaram trocar de pista.

Em seguida, as brasileiras enfrentaram as duplas de Canadá e Argentina. Contra o México, Yane precisou superar também a torcida contra para vencer as duas atletas da casa. Pouco depois, as duas enfrentaram Guatemala e o misto entre Chile e Equador.

Contra Cuba, Yane perdeu seus dois duelos e, lamentando, chegou a dar um tapinha no próprio rosto, insatisfeita com o resultado, pouco antes de enfrentar e vencer a dupla da Venezuela. Na classificação parcial após a prova, a brasileira aparecia em primeiro lugar, ao lado de Margaux Isaksen. Uma revisão dos juízes, no entanto, deu uma vitória a mais para a americana, deixando Yane na vice-liderança.

A disputa, então, foi para as piscinas. Nadando na terceira bateria, Yane e Priscila não tiveram rivais nos 200m na água. As duas brasileiras fizeram os melhores tempos da prova e pularam na classificação. Com 2m12s41, Yane assumiu o primeiro lugar, enquanto Priscila subiu para a sexta colocação após nadar em 2m17s10.

Tensa na chegada a Guadalajara por conta do sorteio do cavalo no hipismo, Yane parece ter dado sorte. Montando Huraño, a brasileira foi a melhor da prova. Apesar de três toques nos obstáculos, não derrubou nenhum e fechou o percurso com a pontuação máxima. De quebra, contou com o erro de sua principal rival, Isaksen, e garantiu 20s de vantagem para a última prova, o combinado de tiro e corrida. Priscila, por sua vez, terminou em oitavo, mas pulou para a quinta colocação no geral.

Na última etapa da prova, o combinado tiro e corrida, Yane parecia partir em direção ao ouro, mas não resistiu à americana. A brasileira foi ultrapassada por Margaux Isaken e acabou ficando com a prata. Ainda assim, fechou o percurso satisfeita, como a melhor sul-americana da competição, o que lhe garante o passaporte para Londres. Priscila também perdeu fôlego e caiu para nono.

por João Gabriel Rodrigues - Globo.com

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