Foto: Matthew Stockman / Getty Images Roland Garros é conhecido por ser o Grand Slam "mais brasileiro" de todos. Além do tricampeonato de Gustavo Kuerten e do título de Marcelo Melo, em 2015, o torneio costuma receber muitos tenistas do Brasil por ser disputado no saibro. Porém, em 2018, apenas uma está garantida na chave principal da competição. Bia Haddad Maia, atual 63ª do ranking da WTA, entrou direto e disputará o torneio pela segunda vez na carreira. No masculino, os jogadores vão precisar passar pelo qualifying.
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| Foto: Reinaldo Marques / Terra |
A brasileira Angélica Kvieczynski escreveu o nome na história do esporte nacional. Neste sábado, a competidora conquistou a medalha de bronze na disputa do individual geral na ginástica rítmica dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, a primeira na categoria que aponta a atleta mais completa deste esporte. Com 98.200 pontos somados de suas apresentações no arco, bola, maça e fita, a atleta nacional, de apenas 20 anos, terminou na terceira colocação, atrás da primeira colocada, a americana Julie Ashley Zetlin (100.850), e da mexicana Cynthia Valdez, queridinha mexicana e que terminou com a prata (100.325).
A primeira metade da prova que definiu a ginasta mais completa terminou com a vitória de uma das principais atletas do país sede da competição. Ovacionada pelo público desde o momento em que foi anunciada, a mexicana Cynthia Valdez apresentou-se de forma segura e terminou com a liderança ao somar 50.550 (25.025 no arco e 25.525 na bola). Esbanjando simpatia desde que entrou na arena, a atleta conseguiu ofuscar todas as rivais e terminar com uma boa vantagem na liderança.
Porém, não somente a atleta da casa brilhou durante a primeira parte da apresentação. Principal destaque do Brasil na competição, Angélica Kvieczynski esbanjou categoria, especialmente na apresentação com o arco. A atleta nacional se apresentou sob o som de uma versão da música My Way, de Frank Sinatra, empolgou o público e principalmente os juízes, que deram a nota de 25.075, a segunda maior da primeira parcial. Em seguida, com o 24.375 da bola, terminou no terceiro posto.
A segunda apresentação mais destacada da primeira parte da decisão do individual geral ficou por conta da americana Julie Ashley Zetlin. Impecável com o arco, a competidora, uma das favoritas, obteve a nota 25.400 e liderou a prova até o momento em que Valdez apresentou-se de forma soberba com a bola, alcançando a maior marca da noite. Com mais os 24.925, Zetlin encerrou a primeira rotação com 50.325, número que a colocou com a principal adversária a frustrar a festa mexicana.
No concurso individual geral, o Brasil também acabou representado por Natália Gaudio. A atleta somou 23.850 no arco de 22.525 na bola, números que a afastaram da disputa direta por medalhas.
Apesar da beleza das apresentações, a primeira metade da competição individual terá uma marca constrangedora. Por duas oportunidades, o som falhou e atrapalhou as atletas. Primeiramente, com a cubana Dailen Cutiño, que se assustou com um enorme barulho protagonizado por um erro no sistema. Por conta disso, a atleta teve uma nova oportunidade de subir ao solo para a interpretação com a bola.
Já com a americana Shelby Maureen Kisiel, a organização dos Jogos enfrentou um problema maior. Visivelmente nervosa, a competidora deixou o solo e ficou ao lado da treinadora até as falhas serem resolvidas. Prejudicada, a atleta se desconcentrou e não conseguiu entrar na disputa por medalhas.
Na segunda metade da prova, Angélica, Cynthia e Julie Ashley, disparadas nas primeiras colocações, acabaram responsáveis por encerrar a disputa no Ginásio Nissan. Favorita a conquistar o ouro, a mexicana, entretanto, decepcionou nas maças. Ao somar apenas 24.250, a atleta da casa acabou superada pela americana, que se manteve regular nos últimos dois aparelhos (25.300 e 25.225) para frustrar a festa do público em Guadalajara.
Por outro lado, a brasileira brilhou. Mantendo a mesma média das primeiras parciais, Angélica somou 24.700 nas maças - segunda melhor nota da noite deste sábado no objeto - e 24.050 nas fitas, números que deixaram a competidora nacional com a medalha de bronze, que ratifica a atleta como a terceira ginasta mais completa das Américas.
por Terra

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