Foto: Matthew Stockman / Getty Images Roland Garros é conhecido por ser o Grand Slam "mais brasileiro" de todos. Além do tricampeonato de Gustavo Kuerten e do título de Marcelo Melo, em 2015, o torneio costuma receber muitos tenistas do Brasil por ser disputado no saibro. Porém, em 2018, apenas uma está garantida na chave principal da competição. Bia Haddad Maia, atual 63ª do ranking da WTA, entrou direto e disputará o torneio pela segunda vez na carreira. No masculino, os jogadores vão precisar passar pelo qualifying.
Quando pensamos em Rugby Union nos vem a cabeça homens musculosos correndo e disputando uma bola oval. E com a Copa do Mundo 2011 acontecendo na NZ fica mais fácil de esquecermos as mulheres, que fazem parte deste esporte desde o século 19.
De fato, as mulheres estão se infiltrando neste mundo tão masculinizado. Em março deste ano a IRB publicou um Painel das Mulheres Arbritras, que oficializa e dá espaço para 08 mulheres apitarem partidas oficiais tanto masculinas quanto femininas.
Além das mulheres ganharem seu espaço dentro do campo, jogando e disputando campeonatos oficiais, elas começam a ganhar espaço na área administrativa do Rugby, um trabalho que virá a passos de formigas, mas que trará resultados.
Melhor para o trabalhoEnquanto homens de shorts se enfrentam nos campos da RWC2011, um exército de mulheres trabalha fora do campo. Mais de 60% do staff organizador da Copa é composto por mulheres e muitas delas ocupam cargos importantes. Como por exemplo, Therese Walsh que está no comando financeiro, TI, RH, Comercial e Administrativo do torneio.
De acordo com ela “Muitos verão o esporte como carreira de negócios e eu estou envolvida com o rugby há 10 anos, inicialmente com o time de Rugby da NZ e agora com a organização da RWC2011”.
Sua colega Julie Christie, que faz parte do Conselho Neozelandês de Rugby, declara que “A Nova Zelândia é um pais onde as mulheres sempre estão envolvidas com o jogo”. Diz também que “Ser mulher não faz diferença para Conselho Neozolandês de Rugby, o que interessa é ter a melhor pessoa trabalhando nele."
Ao mesmo tempo Kirsten Patterson, gerente geral dos serviços corporativos do Rugby Union Neozolandês, diz que muitas sobrancelhas se erguem quando ela diz o cargo que ocupa. Ela diz que “Ocasionalmente as pessoas de fora se surpreendem quando ela diz ocupar um cargo importante, mas a realidade dentro da sede do Rugby Union Neozolandês é muito diferente e progressiva, mais da metade da equipe é formada por mulheres.”
Apesar do rugby ser muito popular na NZ, até 1970 os homens eram os responsáveis pela administração e ocupavam cargos importantes que hoje em dia começam a ser preenchidos pelas mulheres. Isto é comprovado por Andrea Wiggins que faz parte do IRB.
O principal fator para este envolvimento das mulheres no Rugby Business é o crescimento da prática deste esporte entre o “sexo frágil”. Andrea Wiggins completa dizendo que ”há certamente mais mulheres no rugby agora”.
Matt Cutler, editor da revista Sport Business diz que ”Os clubes esportivos estão virando cada vez mais um negócio e, para que isto seja bem executado e gerenciado, tem-se que ter a melhor pessoa, sendo ela homem ou mulher.” Acrescenta que a recente eleição de Sophie Goldschmidt para diretora comercial do Rugby Football Union na Inglaterra reforça isto.
O curriculum da Sra. Goldschmidt é de dar inveja, ela já foi vice-presidente da Associação Nacional de Basquete (NBA) e da Associação de Tênis Feminino Internacional (WTA).
Ela diz que ”o melhor dos esportes modernos é que eles estão favorecendo cada vez mais o envolvimento das mulheres”.
Idéias NovasE no final do dia, os homens admitem que, nós mulheres, ganhamos espaço simplesmente por fazermos as coisas de forma diferenciada.
“Em todos os níveis as mulheres trazem uma nova perspectiva e uma nova forma de lidar com as questões”, diz Brent Anderson, ex-gerente geral do time dos AllBlacks. Ele acrescenta dizendo que “as mulheres trazem diversidade nos pensamentos e idéias que nos fazem parar e pensar”.
“Estas novas idéias são suscetíveis a tomadas de boas decisões, o que favorece o crescimento do esporte.”
por Katia Moskvitch Business reporter, BBC News
Texto retirado do site: Rugby de Calcinha


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