Bia Haddad única brasileira a entrar na chave principal em Roland Garros

Foto: Matthew Stockman / Getty Images Roland Garros é conhecido por ser o Grand Slam "mais brasileiro" de todos. Além do tricampeonato de Gustavo Kuerten e do título de Marcelo Melo, em 2015, o torneio costuma receber muitos tenistas do Brasil por ser disputado no saibro. Porém, em 2018, apenas uma está garantida na chave principal da competição. Bia Haddad Maia, atual 63ª do ranking da WTA, entrou direto e disputará o torneio pela segunda vez na carreira. No masculino, os jogadores vão precisar passar pelo qualifying.

Ciclismo: Conheça o coletivo "Pedalinas"

Pedalinas
Foto: Divulgação / Super Interessante
Sábado à tarde, na Avenida Paulista. Várias meninas chegam e se reúnem aos poucos para um passeio coletivo de bicicleta pela cidade. O roteiro é definido na hora, em um bate-papo entre ciclistas iniciantes e experientes – a ideia é, justamente, promover a troca de experiências e compartilhar dicas sobre o uso de bicicletas como meio de transporte em São Paulo.

A iniciativa é do coletivo Pedalinas, que organiza encontros mensais (no primeiro sábado de cada mês) e outras atividades exclusivas para mulheres, como bike pólo e Mão na Graxa, oficina de manutenção básica de bicicletas. “A bicicleta promove esses encontros”, diz Aline Cavalcante, jornalista que veio de Aracaju e integra o grupo. “Enfrentar o trânsito de São Paulo parece tão assustador dentro do carro, mas não é. É muito mais legal, o mundo fora do carro é mais bacana.”

Os encontros são boas oportunidades para quem quer perder o medo, “pegar o jeito” de andar na cidade e conhecer outras meninas para trocar experiências.

Mesmo com medo, Renata Lellis, funcionária pública que foi pela primeira vez ao encontro, em agosto, diz que está tentando mudar seus hábitos de locomoção e que dividir essa transição com outras mulheres é mais fácil. “A gente acaba andando de carro porque é mais confortável, mas eu estou tentando mudar. Com a bicicleta você fica mais móvel.”

Gabriela Kato vê a integração como um dos pontos mais positivos dos encontros. “Andando em grupo a gente se sente mais seguro”. Ligia Correa Facciolla, que está no coletivo há quase dois anos, diz que o grupo foi importante para ela aprender a se impor melhor nas ruas. “O Pedalinas me ajudou a me manifestar melhor no trânsito.”

Pedalinas
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Ser mulher faz diferença?
As meninas do Coletivo dizem que “nem ser mulher e nem andar de bicicleta são sinônimos de fragilidade.” Por isso, a proposta é aprender a lidar com as diferenças e integrar moças que estejam a fim de se deslocar pela cidade de uma forma (ainda) alternativa e mais saudável.

A ideia surgiu quando algumas ciclistas notaram que a presença masculina neste universo é maior. “Tem pouca menina andando, então é legal compartilhar. As meninas acabam passando pelas mesmas experiências”, diz Juliana Almeida, que está no Pedalinas desde o começo.

“É legal ter o espelho de outra mulher. Mostrar que mulher pedala sozinha, conserta pneu”, comenta Aline. Para as cantadas no trânsito, não existe receita: “trocamos algumas dicas de comportamento, mas não existe um padrão, cada uma reage de uma forma.”

Para Aline, o fato de ser mulher às vezes ajuda, pois as pessoas costumam ser mais tolerantes. “Eu escuto alguns relatos de meninos e falo ‘nossa, isso não acontece com a gente’. Eu acho que mulher chama mais atenção e por esse lado é bom, porque o grande lance de pedalar na cidade é ser visível.”

Pedalinas
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Como fazer para participar
Para os encontros que acontecem todo primeiro sábado do mês, é só ficar de olho no site e chegar na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista com a Consolação. Também é possível fazer parte do grupo virtual de discussões do Pedalinas, pelo site, que é atualizado com todas as novidades de eventos e oficinas. Outras cidades também contam com coletivos femininos, como o Meninas ao Vento, em Salvador, e o Cíclicas, em Porto Alegre.

por Revista Super Interessante

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