Foto: Matthew Stockman / Getty Images Roland Garros é conhecido por ser o Grand Slam "mais brasileiro" de todos. Além do tricampeonato de Gustavo Kuerten e do título de Marcelo Melo, em 2015, o torneio costuma receber muitos tenistas do Brasil por ser disputado no saibro. Porém, em 2018, apenas uma está garantida na chave principal da competição. Bia Haddad Maia, atual 63ª do ranking da WTA, entrou direto e disputará o torneio pela segunda vez na carreira. No masculino, os jogadores vão precisar passar pelo qualifying.
Depois da Seleção Masculina, agora é a vez das ginastas da Seleção Brasileira Feminina de Ginástica Artística participarem de um estágio no Centro de Treinamento Kunst-Turn-Forum, em Stuttgart, na Alemanha. A equipe embarca amanhã (4) e, para os 10 dias de trabalho, foram convocadas as ginastas Daniele Hypolito, Jade Barbosa e Gabriela Soares (C.R. Flamengo), Ana Claudia Silva e Priscila Cobelo (Cegin) e Adrian Gomes (Grêmio Náutico União).
As seis meninas estarão acompanhadas por uma comissão técnica formada pelos treinadores Iryna Ilyashenko, Ricardo Pereira e Eliseu Burtet, pela coordenadora da Seleção Feminina de Ginástica Artística, Georgette Vidor, médico Jimmy Rocha e pelo fisioterapeuta Marcelo Schwengber. O trabalho, possível graças a uma parceria entre Confederação Brasileira e Federação Alemã, servirá como preparação para o Mundial, que será pré-olímpico, e para os Jogos Pan-Americanos.
"Essas são pequenas concentrações, onde podemos fazer mais ou menos o mesmo trabalho que é realizado pelos Estados Unidos e pela própria Alemanha. A presidente da CBG, Luciene Resende, assinou uma parceria que, no contexto geral, vai além dos treinamentos em Stuttgart, já que todo conhecimento que podemos adquirir é válido. Sem contar que é uma parceria mútua, pois eles também têm interesse em estabelecer relações com o Brasil. Os países vão se ajudar a crescer cada vez mais", explicou Georgette Vidor.
A coordenadora ressaltou a importância do trabalho fora do país. "Lá, a concentração das meninas fica total nos treinamentos. Teremos um período bom, já que, se for mais longo, elas começam a sentir muita falta de casa, e faremos um trabalho em um ginásio muito bem equipado e climatizado, onde não enfrentamos problemas nem com calor, nem com frio. Teremos todas as condições para realizar um ótimo trabalho", afirmou Georgette.
Segundo a presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Luciene Resende, este é um ano muito importante. "Visamos o Mundial e os Jogos Pan-Americanos, então, essas concentrações são muito válidas, pois trazem muitos benefícios para os nossos ginastas. O trabalho com a Seleção Masculina foi muito bom e, agora, as meninas também terão a oportunidade de treinar em um ginásio muito bem equipado. Espero que elas melhorem ainda mais o nível técnico da equipe", disse Luciene Resende.
A estrutura do centro de treinamento em Stuttgart, elogiada por atletas e comissão técnica, tem tudo para ser copiada, já que a presidente da CBG planeja algo do mesmo nível para o Brasil. "Estamos com um projeto junto ao Ministério do Esporte e o nosso sonho é que o Brasil tenha vários centros como esse. O Ministério e o Comitê Olímpico Brasileiro têm nos dado um apoio muito grande e acredito que, com a ajuda do Governo Federal, poderemos realizar esse sonho de toda a ginástica brasileira", garantiu Luciene Resende.
A Confederação Brasileira de Ginástica é patrocinada pela Caixa Econômica Federal.
por Confederação Brasileira de Ginástica
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