Foto: Matthew Stockman / Getty Images Roland Garros é conhecido por ser o Grand Slam "mais brasileiro" de todos. Além do tricampeonato de Gustavo Kuerten e do título de Marcelo Melo, em 2015, o torneio costuma receber muitos tenistas do Brasil por ser disputado no saibro. Porém, em 2018, apenas uma está garantida na chave principal da competição. Bia Haddad Maia, atual 63ª do ranking da WTA, entrou direto e disputará o torneio pela segunda vez na carreira. No masculino, os jogadores vão precisar passar pelo qualifying.
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| Foto: Divulgação |
>> A brasileira Karla de Bona voltou a mostrar que pode conseguir uma das vagas para representar o Brasil em Londres 2012. Apesar de ter terminado a prova na 27ª colocação, ela foi a melhor sul-americana da Copa do Mundo de Tiro Esportivo na categoria Fossa Olímpica, disputada no sábado, dia 05 de Março, em Coceptión, no Chile.
Essa foi a primeira participação de Karla em uma Copa do Mundo. Durante o lançamento dos 25 alvos na primeira etapa, a brasileira conseguiu apenas 18 acertos, ficando para trás na busca pela vaga olímpica. Apesar de ter iniciado a primeira série atrás das demais competidoras, mais uma vez a aitradora brasileira demonstrou que tem potencial para representar o Brasil em Londres 2012. Com apenas cinco meses de treinamento, Karla se recuperou nas etapas seguintes, marcando 21 acertos na segunda fase e 22 na terceira, terminando a competição na 27ª colocação, somando no total 61 pontos.
Depois da prova, Karla de Bona falou ao Esporte Alternativo sobre a sua participação em Conceptión. "A competição foi muito importante para mim. Comecei com uma pontuação super baixa (18) e depois subi para 21 e 22. No início fiquei decepcionada, porém não podia me cobrar muito, pois não havia treinado o suficiente. Com isso eu percebi que é possível reveter a situação e ser competitiva, porém devo fazê-lo nos treinos e não durante a prova. Na prova se você faz um resultado ruim, não tem mais o que consertar, já os treinos são para isso. Mas confesso que essa Copa do Mundo serviu de base para uma longa caminhada. A emoção de compeir com outras 47 atiradoras, de nível superior, me fez amadurecer e estar cada vez mais preparada para chegar ao topo."
A brasileira ainda comparou o resultado do Chile, com o terceiro lugar conquistado no Rio de Janeiro no ano passado. "Se comparar a 27ª colocação desta Copa do Mundo com o 3º lugar do Campeonato das Américas, disputado no Rio de Janeiro, fico triste, é claro, mas tenho que analisar ambos Campeonatos na sua particularidade, pois a proporção de cada um é bem diferente. Quando pensamos que estamos atirando bem, temos que treinar, pois aí a gente se engana e faz um resultado baixo. O tiro é um constante aperfeiçoamento técnico e mental".
A grande vencedora da prova foi Allessandra Perilli, de apenas 22 anos. A jovem de San Marino surpreendeu a todos ao conquistar a medalha de ouro e a vaga para os Jogos Olímpicos de Londres em 2012. O primeiro lugar na fase inicial, com 71 acertos, foi decisivo na grande final, já que a espanhola Fátima Galvez somou na final os mesmos pontos que a atleta de San Marino.
Karla, comentou sobre o resultado final no Chile. "Eu sabia que iria ser bem desafiador. Os países que estão na ponta levam o esporte como profissão e se dedicam diariamente para isso, e no Brasil isso, infelizmente, não acontece. Temos muito que crescer e aprender. Vi nesta Copa do Mundo a real distância que temos que percorrer até chegar ao topo. Com esse resultado ruim, ainda posso dizer que fui a melhor da América do Sul. Isso é muito importante porque tenho apenas 5 meses de tiro se comparada as demais. Certamente tenho que treinar muito, mas muito mesmo, para alcançar meu objetivo e, irei fazê-lo, pois essa é uma meta que tenho na vida e vou cumpri-la."
Além de Karla, outras duas brasileiras participaram da disputa. Janice Teixeira, que terminou na 34ª colocação com 57 acertos e Gisele Braga, que conseguiu um acerto a menos e ficou na 35ª colocação.
A Delegação do Brasil viaja agora no dia 18 de março para Sidney para novamente tentar conseguir a vaga olímpica. Karla de Bona mais uma vez estará no time que representará o Brasil. "Claro que cada atleta vai com foco na vaga, porém sabemos que enfrentamos diversas dificuldades para treinar. Não temos a disponibilidade de munição necessária que deveriamos ter, não temos verbas. Eu treino três vezes por semana, mas atiro pouco. Tenho pouca verba e muitas vezes tiro do bolso o dinheiro para os cartuchos. Gostaria muito de poder ser uma profissional do esporte para dedicar-me integralmente", completou a brasileira.

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