Foto: Matthew Stockman / Getty Images Roland Garros é conhecido por ser o Grand Slam "mais brasileiro" de todos. Além do tricampeonato de Gustavo Kuerten e do título de Marcelo Melo, em 2015, o torneio costuma receber muitos tenistas do Brasil por ser disputado no saibro. Porém, em 2018, apenas uma está garantida na chave principal da competição. Bia Haddad Maia, atual 63ª do ranking da WTA, entrou direto e disputará o torneio pela segunda vez na carreira. No masculino, os jogadores vão precisar passar pelo qualifying.
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| Foto: Bidu |
>> Com apenas 19 anos, em sua estreia como profissional, a pernambucana Atalanta Batista conquistou no último mês de novembro o título do Circuito Brasileiro de Longboard.
Natural de Maracaípe e irmã do "cometa" Halley Batista, Atalanta surfa de pranchão há pouco mais de um ano e hoje já é considerada uma das principais competidoras do país.
A atleta comemora a ascenção meteórica nos esporte, o treinamento intensivo com Allan Gandra e a parceria de sucesso com o shaper Pastor.
O seu primeiro título no circuito brasileiro veio depois da vitória na etapa do Petrobras Longboard Classic, realizada na praia da Macumba (RJ).
Na final contra Chloé Calmon, a pernambucana precisava da vitória, caso contrário a paranaense Fernanda Daitchman ficaria com o título nacional.
Não deu outra. Atalanta surfou muito bem e levantou o caneco de campeã brasileira e do tradicional Petrobras Longboard Classic na Macumba.
Confira na entrevista abaixo a entrevista com a atleta, que conta um pouco mais sobre o título, o começo nos pranchões e seus planos para o futuro.
Qual a sensação de conquistar o título brasileiro profissional logo em seu primeiro ano no circuito?
Foi muito emocionante, me sinto muito feliz. Não sabia que este título chegaria tão rápido, hoje vejo que todo o meu esforço, treinamento e determinação valeram a pena.
Como foi o campeonato?
Cheguei no Rio de Janeiro duas semanas antes e treinei todos os dias sem parar. O campeonato foi bastante disputado, eu era a segunda colocada no ranking e sabia que só a vitória e o terceiro lugar da Fernanda (Daichtman) me daria o título. e foi o que aconteceu!
Qual a bateria mais pedreira?
A primeira, o mar não estava muito bom.
Qual o seu quiver atual?
Três longboards 9'0'' do meu shaper Pastor.
O que você gostaria de dizer às novas meninas que estão entrando no tour como você?
Que treinem bastante e acreditem em seu potencial.
O que gostaria de dizer aos seus patrocinadores e também ao publico em geral?
Agradeço muito a eles: Prefeitura de Ipojuca, Grounded Performance, Figueiredo Advogados Associados, Honu Brasil, restaurante Estância da Vida, Academia Porto de Galinhas, Shaper by Pastor, laminação Tama Glass e meu técnico Allan Gandra, pois sem eles teria sido quase impossível a conquista deste título.
Agradeço também a minha família e a todos que estavam torcendo por mim.
Qual sua meta para os próximos anos?
Ser bicampeã brasileira em 2011 e conseguir uma vaga para disputar o mundial.
Há quanto tempo você pratica o surf?
Tenho 19 anos, há dez anos pratico o surf de pranchinha, e há um ano estou praticando o longboard.
Em quais categorias você já competiu?
Já competi na Open e na Mirim. Na modalidade do longboard participei neste ano do Petrobras Logboard Classic, do Pena Longboard e do Lupa Lupa Festival na praia da Macumba, Rio de Janeiro (RJ).
O que você viu de especial no Longboard?
Já praticava o estilo radical e me encantei pelo estilo clássico.
Quais manobras você prefere?
Hang ten, hang five e batida.
Que estilo você adota: radical ou clássico?
Em minha opinião uma combinação entre os dois.
No surf feminino vemos a graciosidade e a técnica, o que você acha de cada um deles?
No surf feminino temos movimentos mais graciosos, porém com muita técnica, essencial para a execução.
Qual a sua surf trip dos sonhos?
Costa Rica, Peru e Biarritz (França).
Como você vê o surf Nordestino no cenário nacional?
Com muita batalha, acredito que tem evoluído bastante.
Qual importância de uma boa prancha no pé do atleta?
É tudo, pois sem ela o atleta fica impossibilitado de executar qualquer manobra.
Como está seu novo trabalho com professor Allan Gandra?
Ótimo, antes eu não tinha muita noção e agora sinto que tenho evoluído muito com os treinos. Na arte física faço musculação e pilates na academia Porto.
Já na parte técnica faço treinos dentro e fora da água, tudo desenvolvido e coordenado pelo professor Allan Gandra, que me dá muita segurança e confiança na hora de competir.
Conte sobre seu trabalho com o shaper Pastor.
Estou muito feliz, pois nossa parceria tem dado muito certo. Para mim é um privilégio ter um dos melhores shapers de longboard do Brasil e saber que estou trabalhando com profissionais que acreditam em meu potencial.
Fonte: Waves - Terra
por Redação Waves

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