Foto: Matthew Stockman / Getty Images Roland Garros é conhecido por ser o Grand Slam "mais brasileiro" de todos. Além do tricampeonato de Gustavo Kuerten e do título de Marcelo Melo, em 2015, o torneio costuma receber muitos tenistas do Brasil por ser disputado no saibro. Porém, em 2018, apenas uma está garantida na chave principal da competição. Bia Haddad Maia, atual 63ª do ranking da WTA, entrou direto e disputará o torneio pela segunda vez na carreira. No masculino, os jogadores vão precisar passar pelo qualifying.
Seleção Brasileira é vice-campeã por equipe no masculino e feminino e sete ginastas fazem finais por aparelho
A Seleção Brasileira de Ginástica Artística foi um dos principais destaques do Campeonato Sul-Americano Juvenil, realizado de 25 a 30 deste mês, em Medelin, na Colômbia. O Brasil foi vice-campeão por equipe no masculino e no feminino e sete dos oito ginastas que competiram disputaram as finais, o que significou ter a presença de brasileiros na briga por medalhas em quase todos os aparelhos nas duas categorias. No total, foram 15 medalhas para o país.
No feminino, o Brasil conquistou cinco. Uma prata por equipe, outra no individual geral, com Stefany da Silva (50,250), e mais uma na trave, com Clarissa Almeida (13.125) e, ainda, dois bronzes, um no salto, com Stefany (13.050), e um nas paralelas assimétricas, com Renata dos Santos (12.750). Stefany da Silva ainda ficou em quarto lugar nas assimétricas (12.350), quinto no solo (12.275) e foi a sétima colocada na trave (10.900). Renata dos Santos também fez a final no solo e ficou na sétima colocação (11.475). Isabelle Retamiro foi a outra brasileira na disputa do Sul-Americano.
Entre os meninos, os resultados também foram muito bons, com 10 medalhas. O Brasil foi ouro nas argolas com Arthur Nory Mariano (13.300) e no salto com o mesmo ginasta (15.125). As pratas foram conquistadas através da competição por equipe e, ainda, com Caio Souza nas argolas (13.225), André da Silva na barra fixa (13.125) e Arthur no solo (13.950). Caio assegurou duas medalhas de bronze, no cavalo (12.850) e na barra fixa (12.675), e André nos aparelhos salto (14.125) e paralelas (13.025).
Os demais resultados do masculino nas finais foram conseguidos através de Lucas Bittencourt, que foi quarto colocado no cavalo (12.650), Caio, que foi o sexto nas paralelas (13.350), e André, que ficou em oitavo lugar no solo (11.500).
Segundo Arthur Nory, de 17 anos, o desempenho no Sul-Americano foi extremamente satisfatório. "Eu tinha uma boa expectativa no salto e no solo, mas argolas não é o meu principal aparelho e essa medalha de ouro chegou a ser uma surpresa. Me preparei bem para esse campeonato e fiquei feliz pelo bom resultado", disse.
O técnico do masculino, Cristiano Magnonn, destaca o desempenho de todos os ginastas. "Todos tiveram uma boa participação e o mais positivo desses bons resultados é vermos que esses meninos e meninas são novatos e que serão o futuro da ginástica do Brasil. Eles que estão sendo preparados desde já, pegando experiência em campeonatos internacionais, para serem realidade em 2016", comentou o treinador.
Treinadora do feminino, Adriana Alves também valoriza o trabalho que vem sendo feito com os jovens ginastas. "Os resultados neste Sul-Americano foram ótimos e esse é um grupo que está sendo investido, pois são ginastas de talento e que, com certeza, serão os substitutos dos atuais. Todos estão sendo bem preparados, adquirindo experiência para utilizarem no futuro", concluiu Adriana Alves.
A Confederação Brasileira de Ginástica é patrocinada pela Caixa Econômica Federal
Comentários
Postar um comentário