Foto: Matthew Stockman / Getty Images Roland Garros é conhecido por ser o Grand Slam "mais brasileiro" de todos. Além do tricampeonato de Gustavo Kuerten e do título de Marcelo Melo, em 2015, o torneio costuma receber muitos tenistas do Brasil por ser disputado no saibro. Porém, em 2018, apenas uma está garantida na chave principal da competição. Bia Haddad Maia, atual 63ª do ranking da WTA, entrou direto e disputará o torneio pela segunda vez na carreira. No masculino, os jogadores vão precisar passar pelo qualifying.
por Larissa Barbieri
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| Foto: Arquivo Pessoal - Larissa |
Ciente de que dez dias seriam suficientes para pegar boas ondas em El Salvador, comprei minha passagem de última hora e embarquei no final do mês de outubro.
Na mala, levei poucas peças de roupa (por causa do calor), duas pranchas, muito protetor solar e o bom livro "Autobiografia de um Iogue", meu companheiro de viagem.
O primeiro destino foi La Libertad, onde passaria boa parte dos dias e me deslocaria facilmente para praias próximas como Km 59, Sunzal, El Zonte e Mizata.
Fiquei hospedada no Punta Roca Hotel, um lugar muito bacana. Ele fica de frente para o pico e possui uma comida ótima. Ainda há ar-condicionado, indispensável para o calor do país, e internet sem fio, coisa rara no lugar.
Logo no primeiro dia, o povo mostrou-se hospitaleiro e me deu várias dicas: das praias, ondas e pedras do pico. Na água, os locais ficaram felizes em ver uma “chica brasileña”, porém não entendiam o fato de tantos brasileiros irem surfar em El Salvador e as meninas não!
Fiquei amiga de vários deles, o que facilitou muito as ótimas ondas que peguei, principalmente em Punta Roca, onde percebi ser o pico com maior localismo na região.
Em El Salvador o dia começa cedo. Às 5 horas da manhã já está tudo claro. Da varanda, a vista do nascer do sol dava um ânimo para levantar da cama, mesmo com o corpo todo dolorido.
Os dias que passei foram suficientes para pegar boas direitas, fazer alguns amigos - principalmente brasileiros - e ganhar cortes nos pés e muitos ralados nas pernas.
Os lugares que mais gostei de surfar foram Punta Mango, uma onda mais tubular, porém mamão com açúcar, e Punta Roca, com uma onda muito longa e com seções rápidas.
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| Foto: Arquivo Pessoal - Larissa |
Mas o melhor da trip foi que, quando cheguei, o mar estava pequeno, com cerca de meio metrão, mas muito perfeito.
Com a chegada de um swell, o mar subiu aos poucos até chegar a 3 metros e baixar até o dia de eu ir embora. Talvez tive um pouco de sorte, pois um dia depois do meu retorno, o mar ficou flat.
Só tenho a dizer que vale muito a pena ir a El Salvador, principalmente para quem gosta de direitas, calor, água quente, cutbacks e rasgadas!
Fonte: Waves


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