Bia Haddad única brasileira a entrar na chave principal em Roland Garros

Foto: Matthew Stockman / Getty Images Roland Garros é conhecido por ser o Grand Slam "mais brasileiro" de todos. Além do tricampeonato de Gustavo Kuerten e do título de Marcelo Melo, em 2015, o torneio costuma receber muitos tenistas do Brasil por ser disputado no saibro. Porém, em 2018, apenas uma está garantida na chave principal da competição. Bia Haddad Maia, atual 63ª do ranking da WTA, entrou direto e disputará o torneio pela segunda vez na carreira. No masculino, os jogadores vão precisar passar pelo qualifying.

Golfe: Brasileiras estão prontas para a disputa do Mundial

Foto: Zeca Resendes
Além de amigas, as jovens brasileiras Isadora Stapff, Mariana de Biase e Patrícia Carvalho têm uma característica de destaque em comum: o golfe. Quando o assunto é entrar em campo, as três atletas vestem a camisa e na maioria das vezes conquistam bons resultados.

Isadora, Mariana e Patrícia defenderão o Brasil entre os dias 16 e 23 de outubro no Espirito Santo Trophy, disputa feminina do Campeonato Mundial de Golfe por Equipes, que neste ano acontecerá em Buenos Aires, na Argentina, no Olivos Golf Club e Buenos Aires Golf Club. A viagem do time está programada para sexta-feira dia 15.

"Acredito que nossa equipe está muito bem composta. Vamos dar o nosso máximo para que o Brasil termine pelo menos entre os 10 melhores países do torneio, do qual participarão 55 países", afirma a paranaense Patrícia Carvalho.

Pelo menos bons currículos em suas carreiras como golfistas amadoras as três carregam com orgulho. A carioca Mariana de Biase, por exemplo, é bicampeã do Gillette Golf Cup - Campeonato Amador de Golfe do Brasil, e sócia do Itanhangá Golf Club, onde treina quase todos os dias. Recentemente, ela foi convocada pela Confederação Brasileira de Golfe para disputar como amadora o HSBC LPGA Brasil Cup 2010, torneio da liga feminina profissional americana (LPGA), que aconteceu em maio no Rio de Janeiro, com a presença de 26 das melhores golfistas do mundo, que disputaram uma premiação de US$ 700 mil, a maior do golfe sul-americano.

"Essa foi uma experiência de vida. Ter a oportunidade de jogar ao lado de feras do golfe internacional feminino, além de ser uma grande honra, me ensinou muito. Mesmo sendo amadora, eu senti a pressão de representar o país e o Itanhangá Golf Club", relembra Mariana.

Além de bicampeã brasileira amadora, título que deu a ela a vaga no mundial de 2010, Mariana teve uma ótima carreira no disputado circuito universitário americano. Seu time, o da Rollins College, foi campeão da divisão II da NCAA de 2003 a 2006, ano em que Mariana também se coroou campeã individual. Em 1998, ela fez parte da equipe campeã do Sul-Americano Juvenil de Golfe, disputado na Colômbia.

Outra atleta que faz carreira no cobiçado circuito universitário norte-americano é a paranaense Isadora Stapff, que disputará o mundial neste ano por uma escolha técnica da CBG. Atualmente, Isadora faz parte do time da Barry University, universidade que disputa a NCAA, onde vive uma rotina pesada de treinos. "Lá, a gente treina na academia três vezes por semana, segunda, quarta e sexta. Nesses dias a gente também treina jogo curto, bate bola. Terça, quinta e domingo a gente joga", explica Isadora, que na temporada passada foi a única do seu time que chegou a jogar o National (torneio final da liga).

O último título conquistado por Isadora em solo brasileiro foi em junho, quando ela venceu o Credit Suisse Hedging-Griffo Golf Tour - 38° Aberto de Golfe do Estado do Rio de Janeiro.

Para completar o time, a paranaense Patrícia Carvalho carrega uma gama de títulos conquistados no país e uma boa experiência em outros mundiais. Entre seus títulos mais importantes, Patrícia é pentacampeã amadora brasileira e já levantou a taça de campeã diversas vezes em torneios como Aberto de Golfe do Estado do Paraná e Aberto de Golfe do Estado de São Paulo, entre outros. Em mundiais, Patrícia Carvalho já representou o Brasil em 2002, na Malásia; 2004, em Porto Rico; 2006, na África do Sul; e 2008, na Austrália.

"Representar o Brasil é uma responsabilidade muito grande, pois o país inteiro está esperando um resultado excelente da equipe", afirma Patrícia, que levou a vaga no mundial de 2010, pois foi a primeira colocada no ranking brasileiro classificatório para o torneio.

A capitã do time feminino será Vicky Whyte, vice-presidente técnica da Confederação Brasileira de Golfe. Vicky será também árbitra no torneio masculino - a primeira vez que ela foi convidada para trabalhar como oficial de regras na disputa masculina no Mundial foi em 1998. Este ano será a sétima atuação de Vicky como árbitra no Mundial. Ela também representará a CBG nas reuniões que acontecerão durante o evento até a chegada do chefe da delegação, Rachid Orra, presidente da CBG.
Texto: João Carlos Godoy

Fonte: CBG

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